domingo, 5 de agosto de 2018

Vídeo: Bahia - Diretor de Escola dá soco em aluno aqui e é exonerado.

Uma denúncia de que o diretor da Escola Estadual Heitor Villa Lobos, situada na Rua das Árvores, no bairro do Cabula IV, em Salvador, teria agredido um estudante da instituição é apurada pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia.

Um vídeo gravado por alunos que assistiam a briga, e que circula nas redes sociais desde quinta-feira (2), mostra o diretor, identificado como Reinaldo, discutindo com um estudante de 16 anos, na quadra da unidade de ensino.

O vídeo mostra que, após uma discussão verbal, o diretor coloca o dedo no rosto do menino e dá um soco no adolescente. Em seguida, o garoto reage e os dois entram em luta corporal. Depois, o menino foge e o diretor corre atrás dele. A gravação é encerrada logo depois.

Em nota, a secretaria informou que, após a investigação, os responsáveis pela agressão serão punidos. O órgão confirmou a ocorrência, no entanto, não informou se o diretor foi afastado.


Por causa da confusão, as aulas do turno vespertino foram suspensas nesta sexta-feira (3).

O G1 esteve no local e ouviu relatos de alunos que presenciaram o ocorrido. Segundo eles, a confusão começou quando o diretor chamou a atenção do estudante que, conforme os colegas do menino, que não quiseram se identificar, estava suspenso.

A confusão teria sido iniciada porque o diretor questionou o motivo do alunos estar na escola, já que havia sido suspenso. Os dois, então, iniciaram uma discussão e houve a agressão.

Após receber um soco do diretor, o garoto seguiu para casa e contou sobre a agressão ao pai . “Ele chegou em casa nervoso e perguntei o que tinha acontecido. Ele falou que tinha apanhado do diretor. Na mesma hora, segui para escola, mas não consegui falar com ele, porque ele se escondeu em uma sala”, disse o pai do jovem, Júlio Roque.

Uma funcionária da escola, que também não quis se identificar, confirmou que o jovem foi expulso da escola há cerca de três meses por não frequentar regularmente as aulas. Segundo ela, Júlio continuava frequentando o local para jogar futebol com os colegas.

“Ele foi expulso porque não frequentava as aulas, mas todos os dias pulava o muro para jogar bola na quadra. Várias vezes chamamos a atenção dele, mas ele continuava desobedecendo a diretoria”, disse a funcionária, que também não quis se identificar.

O pai do garoto negou que ele estivesse sido expulso da instituição. “Nunca recebi nenhum comunicado da escola avisando que ele tava expulso. Todos os dias ele vinha para a escola, normalmente”, afirmou Júlio Roque.

Procurada, a vice-diretora da escola, identificada como Zilda Dourado, não quis se pronunciar sobre o assunto.


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