terça-feira, 28 de agosto de 2018

ANVISA PROÍBE REMÉDIO PARA TRATAR INFARTO POR SUBSTÂNCIA CANCERÍGENA.

Agência de regulação europeia encontrou componente usado para criar tumores em ratos na valsartana, indicada também para hipertensão arterial.
Medicamento é indicado para hipertensão arterial e insuficiência cardíaca
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a importação, distribuição, comercialização e uso de uma substância chamada valsartana, usada no tratamento da hipertensão arterial e insuficiência cardíaca.

De acordo com a bula, o medicamento é capaz de “melhorar a sobrevida após infarto do miocárdio em pacientes clinicamente estáveis”.


A resolução foi publicada na última sexta-feira (24) e já está em vigor. A decisão foi tomada depois de um comunicado expedido pela EDQM (Direção Europeia da Qualidade dos Medicamentos e Cuidados de Saúde) — a agência responsável pela regulação e fiscalização de medicamentos na Europa. De acordo com a EDQM, foi encontrada uma substância tóxica no medicamento, produzido por duas indústrias, uma chinesa e outra indiana.

A substância é a N-nitrosodimetilamina, um composto químico cancerígeno, que, de acordo com a Anvisa, possui “elevado risco sanitário para a saúde pública”.
Nos Estados Unidos esta substância já é considerada altamente tóxica, principalmente pela capacidade de levar ao surgimento de tumores no fígado. A N-nitrosodimetilamina é comumente usada para desenvolver tumores cancerígenos em ratos usados para pesquisas.

As empresas responsáveis pela fabricação da valsartana são a Zhejiang Tianyu Pharmaceutical Co. Ltd, localizada em Taizou, província Zhejiang, República Popular da China; e a Hetero Labs Limited, que possui unidades nas cidades de Gaddapotharam Village e Narasapuram Village, na Índia. A reportagem do R7 não conseguiu contato com as empresas. R7

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